quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fiquei boquiaberto com Avatar

Não, não vi o filme ainda, nem no cinema comum, muito menos em 3D.
Refiro-me à tecnologia empregada: 1 petabyte (mil terabytes) de dados gerados, uma ilha de edição com um total de 40 mil processadores e usando 1024 terabytes de RAM. Caracas! Isso é muita coisa! (hoje, jan/2010).

Avatar ocupa 1 Petabyte de espaço, um novo recorde


Lembrei-em do filme de animação brasileiro chamado Cassiopéia, de 1996, que foi produzido usando computadores 486.

Nem preciso comentar o quanto avançamos em tecnologia nesses 14 anos. O que me chamou a atenção foi que qualquer um tem, em casa, hardware mais que suficiente (em se tratando de computadores) pra fazer outro Cassiopéia. Software, dá pra se encontrar muita coisa na web, gratuito ou a preços módicos.

Mas os filmes, principalmente os bons, não são só tecnologia. Envolvem muitas outras áreas, vários profissionais, várias pessoas talentosas. Pessoas! Avatar, Cassiopéia e tantos outros filmes de animação que nós gostamos são bons por causa do talento das pessoas! E isso, as máquinas ainda não conseguiram substituir.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

PC antigo só pra acessar a internet

Algumas vezes chegam até mim PCs antigos, alguns até em pleno funcionamento, ou com um ou outro problema que pode ser consertado. As pessoas querem deixar essas máquinas funcionando, "só pra acessar internet e fazer alguns documentos".

Bem, há alguns anos os PCs antigos, que ainda funcionavam, eram colocados só para digitar textos e outras tarefas básicas. Entenda bem, para isso era preciso apenas abrir um editor de texto, normalmente o MS Word e utilizar uma impressora, cujo driver vinha em dois ou três disquetes. Dependendo do seu contato com o mundo exterior até antivírus dava pra dispensar.

Hoje as pessoas querem, com seus micros antigos, fazer isso e ter internet. Ter internet, entenda-se, como navegar em sites em sua grande maioria Web 2.0 e usar o MSN. Aí começam os problemas.

Os sites mais novos exigem browsers atualizados para poder utilizar todos os recursos ou mesmo para abrir. As boas condutas em segurança digital também pedem programas atualizados que, obviamente são mais pesados, exigem mais do hardware.

Também não dá pra se pensar em navegar sem programas de segurança, como antivírus, firewall, anti-spywares. Que precisar estar atualizados, que também consumirão recursos de hardware.

Esses aplicativos e outros recursos que porventura o usuário precise, dificilmente funcionarão numa versão de Windows menor que o XP que, obviamente, é mais pesado que suas versões antigas.

E, novamente, as boas normas de segurança pedem que você mantenha seu Windows atualizado, instalando todos as correções do Windows. Mas todos sabemos que o Windows, com Service Pack 3 instalado (a terceira versão do mega-pacote de correções) é mais pesado que o Windows original, de 2002.

Como a grande maioria não conhece e/ou não vão querer aplicativos alternativos ao Live Messeger, instala-se o paquiderme oficial, pra fazer o que, ao menos para as minhas necessidades, faria com um programa dez vezes menor.

Ou seja, pra fazer o mínimo, hoje em dia, é preciso bem mais e aquele seu computador antigo já não serve mais, a menos que queira viver com travamentos, lentidão insportável e ataques de virus constantes

Uma alternativa ousada seria uma versão customizada de Linux para somente o que você quer. Procurar uma versão de Linux mais leve e/ou saber deixá-la enxuta, que permitisse instalar um navegador recente, leve e decente, na qual pudesse conectar à internet pelo método que possui (rede, ADSL, rádio, 3G) e que, com sorte, também tivesse drivers para a sua impressora.

Teria que aprender a usar programas como Pidgin para o MSN e abrir mão de alguns recursos, como "winks", por exemplo.

No Linux, poderia navegar sem antivírus (sei, tem vírus pra linux, mas são minoria), sem anti-spywares e o seu firewall é muito mais leve.

Embora também precise, é muito menos danoso ficar sem atualizações do Linux do que do Windows.

Claro, não vai dar pra fazer TUDO, mas o que o usuário de um micro antigo precisa entender é que, com aquele hardware ultrapassado, não vai dar pra ele fazer TUDO mesmo! Principalmente usando os mesmos programas que está acostumado nas máqunas novas.

Já vi K6-2 rodando XP, já vi Windows Me brigando sobreviver num século que não é mais o dele. Nesses casos eu preferiria um Linux limitado, mas estável, a um Windows que só me desse chateação.

Hoje a maioria dos eletro-eletrônicos não é feita pra durar muito. E isso inclui os computadores. Aceite quando o seu estiver na sobrevida e aceite que ele não pode mais te oferecer tudo o que você deseja. E, se o pouco for insuficiente, doe-o ou deixe-o morrer em paz.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O que eu queria dos aplicativos para o Twitter

Eu, como a maioria das pessoas, acredito, não tuita diretamente no site, mas usa aplicativos à parte, seja como complementos do navegador ou como sistemas independentes.São muito úteis, cada um com suas características e vantagens, mas sinto muita falta de alguns recursos:

  • Sincronização de posts lidos: se eu uso o mesmo programa em mais de um lugar (casa e trabalho, por exemplo), gostaria que os posts marcados como lidos em um lugar não aparecessem como novos quando eu abro a aplicação em outro lugar. O TweetDeck até tem uma conta do programa, mas não salva esse tipo de informação.
  • O TweetDeck e alguns outros programas, permitem a criação de colunas, relacionadas ou não às listas do Twitter. Muitas vezes um mesmo post aparece em mais de uma coluna. No TD, pelo menos, eu recebo um aviso do mesmo post, para cada coluna que ele se encontra. Isso é muito chato.
  • Se eu marco como lido e até mando desaparecer o post da coluna, a mesma ação deveria valer para aquele post, em todas as outras colunas.
O que eu quero é evitar ter de reler e re-analizar os posts. Isso é para informações que eu preciso guardar e decorar, o que não é o caso para a quase totalidade dos posts no Twitter.

Ah, outra coisa: dificilmente eu retuito algo sem fazer meu comentário pessoal, então a versão dessa opção, no site oficial, não tem, pra mim, a menor graça.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Splash do Grub: Como desabilitar a logotipo que aparece durante o boot do Ubuntu

Durante a inicialização do sistema o Ubuntu Linux exibe uma imagem especial para tornar o processo de boot mais bonito. Esta tela é chamada splash (imagem de inicialização). Para desabilitá-la basta você editar o arquivo /boot/grub/menu.lst. Lá você deverá encontrar uma linha como esta: 

kernel    /boot/vmlinuz-2.6.22-14-generic  root=/dev/hda1 ro quiet splash 

Remova a palavra "splash" da linha, salve o arquivo e reinicie seu computador. 

Ao iniciar seu computador você deve ver mensagens de inicialização em texto plano no lugar da splash.

Achei no Viva o Linux.

Se não encontrou o menu.lst, deve estar usando a nova versão do grub (Ubuntu 9.04 em diante). Alterar as confiugrações do grub2 é diferente, mas não tão complicado quanto possa parecer.

Dê uma olhada neste outro artigo e faça a alteração necessária.

Agora, se você quer fazer uma alteração momentânea, pode editar a linha de boot na própria tela do grub, retirando a palavra splash.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Windows Vista e a memória de vídeo

Sempre estranhei as informações sobre a memória de vídeo do meu Windows Vista Home.

Pesquisando, descobri que ele gerencia de modo diferente a memória. Você pode, via SETUP, reservar certa quantidade de RAM para a memória de vídeo (no caso de memória compartilhada) ou mesmo ter uma placa de video dedicada.


Indepentente disso, o Vista analisará seu sistema e "reservará" uma parte da RAM para usar como memória de vídeo (VRAM). Isso não quer dizer que esta RAM está perdida para os aplicativos, apenas que, se o vídeo precisar, ela será usada, mas não mais que isso.

Desabilitando o botão Power do teclado

Se você tem um teclado multimídia, é desastrado ou tem uma criança pequena, assim como eu, já deve ter passado pela seguinte cena:

Está envolvido em várias tarefas quando alguém, destraidamente, aperta o botão Power do teclado e o seu PC comemeça o processo de desligamento. Até você entender o que está acontecendo, várias janelas foram fechadas e programas travaram antes de conseguir salvar aqueles arquivos importantes.

Felizmente dá pra desabilitar o maldito botão. Basta seguir o seguinte caminho (no Vista): Painel de Controle/Hardware e Sons/Opções de Energia/Escolher a função dos botões de energia.

Basta selecionar, para o botão Power, não fazer nada. Ufa!

Achei aqui: http://www.guiadohardware.net/comunidade/teclado-desabilitar/875492/

Atualização 05.01.2010:

Como o Sony comentou, isso também desabilita o botão power do gabinete. Por um lado, tira a comodidade de desligar o PC com apenas um toque no botão da CPU, por outro evita desligamentos acidentais por lá também. Claro, se o teclado e o mouse travarem, ficará sem opções, mas aí é um caso de reset mesmo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Como desarquivar uma mensagem no GMail

No gmail, vá em configurações, marcadores, e escolha mostrar para Todos os e-mails.
Esse item vai aparecer no menu, à esquerda.
Clique nele.
As mensagens que não estiverem com o rótulo Entrada estão arquivadas. Clique na que você quer e depois no botão Mover para a Caixa de Entrada.
Pronto. Desarquivou.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O joio e o trigo ou buffer overflow

Quando eu me preparava para o vestibular, algo que exige que se esteja bem atualizado, minha rotina incluía assistir a um ou dois telejornais diariamente, passar na biblioteca para ler os jornais umas duas vezes por semana, ler uns dois livros por mês e a minha revista Superinteressante. Não dava pra saber de tudo, mas era muito mais que a maioria das pessoas fazia e eu já achava bastante. Isso foi há cerca de 16 anos.

Hoje em dia, o número de informações que recebemos diariamente é muitíssimo maior e a maior resposável por isso é a internet. Além dos meios tradicionais, como rádio e TV, que a tecnologia trouxe cada vez mais perto (dá pra ver TV do celular, que, aliás, é outro meio de informação que te acompanha), outras formas existentes de fazer a informação chegar ate nós, a todo instante.



Seja através de contas de e-mail, twitter, MSN, sites de relacionamento, feed RSS que, além da informação em si, ainda trazem links para mais textos, vídeos e músicas, somos soterrados por megas e megabytes de informação todos os dias, o que nos dá uma sensação horrível de angústia e ansidade.

É óbvio que não podemos absorver tudo o que nos chega, muito menos tudo o que está disponível, do mesmo modo que nunca veremos todos os filmes legais da locadora.

A questão principal deste post é, dentre tudo o que nos chega diariamente, como separar o que nos é realmente importante? Sobre o que realmente devemos parar para refletir e o que devemos lembrar? Sim, porque com o número muito grande de dados chegando, o nosso cérebro começa a esquecer ou ignorar informações pra não entrar em curto.

Se eu sigo alguém no twitter, é porque ele tem algo a dizer que me interessa. O que não quer dizer que tudo o que a pessoa escreve me interessa ou que me interessa no momento que eu vejo. E por mais que eu queira filtrar, acaba sobrando um trabalho manual/cerebral para analistar as tuitadas e separar o joio do trigo.

Se eu abro um portal de notícias, sempre acabo vendo muito mais coisas, que devem ser esquecidas no momento seguinte, para achar e ler algumas matérias que me são interessantes, das quais provavelmente uma ou duas devem ser comentadas ou analisadas mais calmamente.

E isso vale para e-mail, orkut, MSN (e seus infindáveis avisos sobre atualizações dos seus amigos) e todas as outras ferramentas que usamos para receber e enviar informações.

Deve ser por isso que gostei do programa Fences que, com um duplo-clique na tela, esconde todas as dezenas de ícones que deixo espalhados no desktop. Deve ser por isso que às vezes sinto que tem coisa demais pulando, apitando, chamando, pedindo alguma atenção, quando o que eu só quero é ler um e-book. De vez em quando, menos é mais.

Podemos organizar, filtrar, classificar, gerenciar, mas não dá pra se livar do excesso de informações. Não sem correr o risco de se tornar um eremita tecnológico. Não para pessoas como eu, quem vivem de tecnologia.

Acredito que as gerações futuras saberão lidar melhor com a grante quantidade de informação disponível, até porque é algo inevitável e não dá pra negar que isso também tem pontos positivos. Até lá, vamos lidando do jeito que dá, cuidando da nossa ansiedade, perda de memória e insônia.

PS: Tive a ideia desse post bem antes do assunto ser capa da Info de dezembro, a qual eu recomendo a leitura. E, pelos exemplos que li lá, a quantidade de informações que eu lido ainda é muito pequena perto da de outros profissionais.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Duas dicas para o MorfeoShow (Joomla)

MorfeoShow é um ótimo componente de galeria de imagens para utilização com o Joomla.

Para começar, sugiro ler o material no site da iMasters: Aprenda a utilizar a galeria de fotos MorfeoShow

Adorei os vários modos de exibição dos álbuns, mas algo que me incomodava era que o tamanho da foto "full" era menor do que eu gostaria, no modo que eu queria usar (classic gallery).

Para configurar isso, o processo é simples: vá em configurações de MorfeoShow, na aba Gallery Thumbs e mude os valores Image Width (tamanho) e Image Height (altura) para o máximo que você quer que a sua imagem apareça. Eu usei 1024x768. Claro, se você enviar imagens menores, elas serão exibidas com seus tamanhos naturais.

Infelizmente isso não fará efeito com as fotos que já estão nos álbuns, pois elas são redimensionadas quando fazemos upload. Teremos que fazer upload novamente.

Achei no Forum Joomla (em inglês).


Outra dica é que você pode usar as suas fotos do Picasa e exibí-las dentro do Joomla. Basta ir em Galleries, criar uma nova galeria e, em Gallery Format, escolher entre Picasa Galleries (todos os seus álbuns) e Picasa Single Album (um álbum específico).

No primeiro caso, basta colocar o nome do usuário (Picasa Username) em Picasa Settings.

O nome de usuário está em http://picasaweb.google.com.br/<usuário>

No segundo, você precisa definir qual álbum você quer mostrar, no campo Picasa Album id. Mas onde eu acho isso?

Você precisa abrir a página do seu álbum do Picasa, clicar no ícone de feed rss, do lado do endereço, como se fosse assinar aquele feed. Vai abrir uma página com, um link mais ou menos assim:

http://picasaweb.google.com.br/data/feed/base/user/<usuário>/albumid/<número>?alt=rss&kind=photo&hl=pt_BR

É esse número que você deve usar.

Achei no Forum Joomla (em inglês).

Testei aqui e funcionou.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Experimentando Windows, Linux e Mac

Quatro vídeos interessantíssimos sobre como é a experiência de usuários habituados com certo sistema operacional quando precisam usar outro.

Qualidades, defeitos e polêmicas à parte, a questão de "estar acostumado" é um fator relevante e que muitos (usuários de Windows) usam para julgar outros SOs (Linux e Mac).

Usuário Ubuntu de primeira viagem
Veja como foi a experiência de dois usuários que nunca mexeram com a plataforma Linux

http://olhardigital.uol.com.br/central_de_videos/video_wide.php?id_conteudo=9514

Usuário Ubuntu de primeira viagem - Parte II
veja como nossas cobaias conseguiram resolver os problemas que enfrentaram em suas primeiras experiências

http://olhardigital.uol.com.br/central_de_videos/video_wide.php?id_conteudo=9561

“Filhos do Linux”: será que eles se dão bem com o Windows?
Dois garotos, de 7 e 9 anos, experientes em Linux, contam como é utilizar o Windows pela 1a. vez

http://olhardigital.uol.com.br/central_de_videos/video_wide.php?id_conteudo=9634&/FILHOS+DO+LINUX+SERA+QUE+ELES+SE+DAO+BEM+COM+O+WINDOWS

Mac de 1ª viagem: as diferenças para o ambiente Windows
Pegamos duas pessoas não-acostumadas com o mundo da maçã para se virar com um Mac. Será que deu certo?

http://olhardigital.uol.com.br/central_de_videos/video_wide.php?id_conteudo=9065

Transforma a hora do log do Squid em algo legível

Script hora_sarg.sh , época em que a gente tinha de pesquisar em sites, fóruns e usar a criatividade. Provavelmente alguma IA vai achar isso...