O desejo incontrolável de dar o meu pitaco

Lembro, nos primeiros anos da revista Superinteressante (há mais de 15 anos), quando eles publicaram uma carta que eu havia escrito, dois meses antes. Ou melhor, publicaram pequenos trechos, mas meu nome estava lá e isso me deixou muito feliz.

Hoje, além das cartas, posso mandar e-mails, entrar no site para responder enquetes e opinar no fórum de cada reportagem, sem falar nas comunidades do orkut e afins, que discutem os mesmos temas.

Citei o exemplo da revista, mas são dezenas de comunidades, fóruns e blogs que chegam até mim, diariamente, esperando pelo meu ponto-de-vista, minha opinião, meu pitaco. Tudo o que separa os meus pensamentos do mundo é um captcha ou, no máximo, um registro no site. Muito tentador!

Fica difícil, então, passar pela página sem mandar um parabéns, elogiar, criticar, acrescentar ou dizer que "as coisas não são bem assim". Aí é que a coisa complica.

Não sou como os miguxos, que respondem a dezenas de scraps por hora, sem me preocupar com a gramática, com a semântica ou com a ortografia.

Eu gosto de escolher bem as palavras, escrever pouco mas bem, quero que me entendam e que tenham prazer em ler o que escrevo. E isso leva tempo, item que não tenho sobrando.

Alguns querem largar a bebida, outros, parar de fumar.

Eu tenho alguns vícios e um dos mais novos é esse: opinar em tudo quanto é site. Espero conseguir me controlar. Um dia de cada vez.

Achou esse texto interessante? Opine! :P

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